Commodities, a banda de um só integrante, lança novo EP

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    Divulgação

    Todo roqueiro sabe como é difícil manter uma banda. O mineiro Raphael Rocha teve uma em sua terra natal, a Stereowaves. Em 2010, quando se mudou para Brasília, liderou a Scarlett Saves the Day durante seis meses. Até que, há três anos, o músico decidiu criar o projeto Commodities, no qual ele é o único integrante fixo. “Behind the Curtain There Is Another Curtain”, novo trabalho, sai nesta quinta (14/12) nas principais plataformas digitais.

    Rocha vive da profissão de jornalista, mas nunca largou o sonho de manter uma banda de rock. Apesar das dezenas de composições próprias, não tinha pensado em manter projeto solo. Porém, o conceito de uma formação mutante, sempre com músicos convidados, acaba sendo um estímulo constante à criatividade.

    “Esse intercâmbio é interessante porque cada música soa diferente nas apresentações”, explica. “Os músicos têm pegadas e equipamentos próprios. Dou liberdade pra eles incrementarem também”, diz o mineiro de 30 anos. De 2014 para cá, cerca de 25 músicos de Brasília, Goiás e Minas Gerais já fizeram parte da Commodities.

    Britpop e eletrônico
    Em 2014, Rocha deu o pontapé inicial na banda ao gravar o disco “After Sleeping”. São 15 faixas em que ele e o amigo e produtor fonográfico Adalberto Lima tocaram todos os instrumentos.

    A confessa nostalgia da estreia pelo britpop, estilo consagrado por bandas como Oasis e Blur nos anos 1990, dá lugar a batidas eletrônicas em “Behind the Curtain There Is Another Curtain”, EP produzido por Mateus Nunes.

    “A gente quis experimentar bastante. A bateria flerta com trip-hop, por exemplo. O primeiro era muito na linha do rock britânico”, detalha Rocha. Nos próximos trabalhos, o músico pretende levar o conceito de banda itinerante para dentro do estúdio. “Assim eu posso sempre mudar a cara do projeto”, continua.

    Interessado em reforçar laços colaborativos na cena, Rocha criou a Agência Ar, em parceria com a também jornalista Ana Paula Siqueira. A ideia é criar um pequeno festival em 2018. “Hoje não é tão difícil fazer um trabalho de qualidade. Até no quarto você consegue. A música independente brasileira passa por uma fase muito rica. Está mais fácil circular. O difícil é a fidelização do ouvinte.”

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