Vítima de feminicídio pediu medida protetiva 3 semanas antes de ser morta pelo marido

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Olívia Makoski, 47 anos, relatou à PCDF que estava sendo perseguida pelo ex-marido desde a separação

Reprodução/Redes sociais
Três semanas antes de ser vítima de feminicídio na madrugada deste domingo (17/10), Olívia Makoski, 47 anos, pediu medidas protetivas contra o assassino, Francisco de Assis Guembitzchi, 55. Conforme chegou a relatar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ela vinha sendo perseguida pelo ex-marido.

Francisco, no entanto, não aceitou o término. Passou a perseguir a vítima com frequência, indo atrás dela, se escondendo e vigiando o que a mulher fazia.

O dia 26 de setembro foi a gota d’água para Olívia. Ela levava a filha e três netos para casa, quando viu que o autor a estava perseguindo de carro. Houve uma tentativa de despistar, mas Francisco quase bateu no veículo onde ela estava. Foi então que ela registrou um boletim de ocorrência, por temer qual poderia ser o próximo passo de Francisco.
O 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Ceilândia analisou o caso e deferiu o pedido. A magistrada entendeu que “o requerido representa risco concreto e iminente para integridade física da ofendida”.

Ficou definido que Francisco deveria se afastar da casa no prazo de 48 horas e houve a proibição de qualquer contato com a vítima por qualquer meio de comunicação. Um limite de 500 metros de distância também foi fixado.

Mesmo assim, Olívia foi morta com golpes de faca pelo companheiro. O homem se matou em seguida. O crime aconteceu na Quadra 207 do Sol Nascente, por volta da 1h40 deste domingo (17/10).

O caso está sob os cuidados da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II). Segundo a delegada-chefe da unidade policial, Adriana Romana, as investigações apontam para o crime de feminicídio, seguido por suicídio.

“Aparentemente, houve uma discussão. Ele a agrediu com facadas e depois ceifou a própria vida”, disse a delegada. No imóvel, policiais também localizaram um revólver. “Ainda não sabemos se foram efetuados disparos. Aguardamos os laudos”, explicou Adriana Romana.

A tragédia ocorreu na residência do casal. Peritos foram chamados para analisar a cena do crime. Olívia e Francisco tinham um restaurante na região. Segundo a delegada, não havia histórico de violência física entre os dois, mas de agressões verbais.

Pouco depois do crime, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi até o local. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também se deslocou para o endereço, mobilizando duas viaturas e seis militares. Mas, quando chegaram ao imóvel, Olívia e Francisco já não apresentavam sinais vitais.

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