Coluna “Recordar é Viver” A.L.W.S. NIEMEYER…

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SIMPLESMENTE OSCAR… …sim…é ele mesmo…aquele carioca, que no bairro de Laranjeiras, no encantado Rio de Janeiro, aquele menino nascia e crescia em uma “casa assombrada”, como ele próprio descrevia, em constantes reuniões na varanda junto aos seus cinco irmãos…com uma infância e adolescência comum aos imortais , com fugas para as peladas na várzea, e festas não condizentes a burguesia… e exaltadas pelos amigos de farra… Foi por influência do pai que adentrou na “Escola Nacional de Belas Artes”… onde talvez foi ali, que seus magistrais traços começaram do nada … para o estrelato, com um brilhantismo sem igual. -“com satisfação sentíamos o povo se recuperando; a vida a caminhar dentro dos preceitos de “Max” e “Lênin”, fraternal e justa para todos” ..citava ele….e concluindo … na fila que o levava àqueles…que dormiam tranquilos nas suas caixas de vidro”. Pois é… Oscar… como gostava de ser chamado… um gênio em ação; que nos deixou no início de Dezembro de 2012, aos 104 anos de idade e com um legado em Brasília, marcado do Catetinho (Palácio de tábuas) à Torre Digital… em nosso continente, tingindo as maiores capitais. No mundo, em nove países, com diferentes direcionamentos políticos e religiosos receberam e edificaram seus projetos que abrigaram as sedes de diferentes governos, pavilhões, Universidades, Memoriais, Hotéis, com seus grafites temáticos, ocupando cadeiras e pranchetas. Em dois breves e inesquecíveis momentos, em diferentes “canteiros de suas obras”, tive aquele prazeroso aperto de mão do artista, que seguia seu curso através de sua equipe de profissionais, que por aqui preservavam seus traços…suas obras… Com ou sem Carnaval … que a Pandemia teima em cancelar… seu nome lembrado será… gravado na Passarela do Samba. Obrigado Oscar… A.L W.S.

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