Professores desenvolvem projeto que fez conta de luz em escola pública cair R$ 3,7 mil

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O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 do Gama está economizando mais de R$ 3 mil na conta de luz por meio do projeto Energia Solar Fotovoltaica. A iniciativa busca produzir energia elétrica autossustentável por meio de placas fotovoltaicas, utilizando a luz do sol para gerar eletricidade, reduzindo a dependência de fontes de energia tradicionais, como combustíveis fósseis. 

Recentemente, a unidade de ensino foi finalista no Prêmio Educador Transformador, do Sebrae. Cinco professores do Distrito Federal, três deles da rede pública de ensino, foram finalistas da iniciativa. A competição busca incentivar educadores que idealizam projetos inovadores.

Um dos objetivos da escola é ser 100% sustentável. Além da economia para a unidade de ensino, o projeto conscientiza alunos em relação a questões ambientais. No total, 723 alunos entre 11 e 16 anos estão matriculados na unidade de ensino.

A cabeça da iniciativa é a professora de língua portuguesa Natália da Silva. A docente foi a vencedora da Feira de Ciências, em 2018, quando competiu com outras escolas da rede pública. Desde então, o projeto tem se tornado um programa importante de todo centro educacional, com a participação de toda a comunidade escolar. “A ideia foi apresentada, os alunos abraçaram e criaram maquetes, fizeram pesquisas sobre o tema e apresentaram na feira de ciências”, comenta Natália.

O intuito da direção e dos professores é que a sustentabilidade seja discutida e fomente conscientização entre os alunos, segundo a diretora da escola, Leila Rodrigues. “Nós queremos nos tornar uma escola referência em preocupação ambiental, trazendo soluções sustentáveis e, principalmente, envolvendo nossos alunos nessas iniciativas”, afirma.

Investimento

 O investimento inicial para a aquisição das placas fotovoltaicas foi de R$ 200 mil, feito em 2021. Valor que os professores estimam que obtenha retorno em 45 meses. A conta de luz, que custava em torno de R$ 4 mil reais, atualmente tem o valor médio de R$ 300 e a tendência é que ela diminua ainda mais.

Além da economia financeira, há a preocupação com a preservação ambiental. Segundo o ex-diretor Luiz Antonio Fermiano, que foi um dos pioneiros a investir em sustentabilidade no ambiente escolar, até o momento, 428 árvores deixaram de ser cortadas e 868 quilos de carbono economizados por causa das placas. “Se todas as escolas do DF tivessem energia solar, teríamos uma economia de R$ 20 milhões por ano”, calcula.

A diretora Leila Rodrigues conta que a escola investe na conscientização do aluno e da família e tem o objetivo de ter um sistema sustentável completo: “Nós já temos nossa horta onde o aluno e os professores plantam parte dos alimentos consumidos na escola, fazemos produção de gás e agora temos energia limpa. O que queremos é promover a conscientização ambiental dos nossos alunos para que eles levem para casa e sejam multiplicadores dessa ideia sustentável”, conta.

Os próximos passos dos projeto, segundo a direção, é fazer a análise da quantidade de luz economizada na escola a fim de que ela comece a fornecer energia limpa também para outras instituições, espalhando, assim, a ideia de sustentabilidade.

Com informações da Secretaria de Estado de Educação 

 

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