Dia de conversa acaba sem partido algum formalizar apoio à Previdência

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    Depois de um dia inteira de conversas entre o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL); o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e caciques de seis partidos políticos para ampliar a articulação política entre o Planalto e o Congresso Nacional, o dia terminou sem qualquer uma das siglas aderir totalmente ao principal projeto da gestão Bolsonaro: a reforma da Previdência.

    Presidentes e líderes do PRB, PSD, PSDB, PP, DEM e MDB na Câmara e no Senado foram recebidos por Bolsonaro e Onyx, no gabinete presidencial, entre 9h e 18h desta quinta-feira (4/4). Siglas que não compões formalmente a base de apoio do governo federal – como PSD, PSDB e MDB – não se animaram a embarcar no projeto de Bolsonaro neste momento. E todas as siglas, segundo o ministro da Casa Civil, falaram o mesmo sobre a proposta de reformulação das regras de aposentadoria dos brasileiros: entendem a necessidade da reforma, mas não apoiam o projeto integralmente.

    “Todos foram unânimes em reconhecer que a nova Previdência não é projeto do governo Bolsonaro, mas uma necessidade do Brasil”, disse Onyx, que tentou passar otimismo sobre o dia de reuniões durante entrevista à imprensa, após a rodada de negociações ser encerrada – já no início da noite.

    “Quando a gente estende a mão para o diálogo, tem que respeitar o posicionamento de cada partido, que cada um tem uma circunstância. O melhor ‘fechamento de questão’ que tem é o convencimento, é entender que o Brasil precisa de todos”, declarou o ministro.

    Listando o trâmite da PEC da Previdência, Onyx Lorenzoni afirmou que a expectativa do governo é ter uma “votação positiva” na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e, depois, discutir pontualmente a reforma na comissão especial a ser instalada na Casa para apreciar a proposta. “Cada dia com sua agonia”, resumiu.

    Conselho de líderes
    Segundo o ministro, o presidente da República ficou “muito satisfeito” com essa primeira rodada de reuniões com os líderes partidários. “Todos os presidentes de partidos reiteraram a disposição de ajudar a construir uma relação positiva entre o governo e o Parlamento. A urna nos deu a atribuição de construir uma nova forma de relação, de fazer política”, comentou.

    “Foram conversas muito boas, no sentido de construirmos uma relação institucional entre o presidente e os partidos, melhorando o diálogo com o Congresso Nacional”, completou o titular da Casa Civil, uma das pastas responsáveis pela articulação política da atual gestão federal.

    Durante o encontro, o presidente da República formalizou aos líderes partidários convite para integrarem um conselho de governo. Convite esse que será estendido a mais seis siglas que têm encontro marcado com Bolsonaro, entre as próximas terça (9) e quarta-feira (10): Podemos, PSL, PR, Novo, Avante e Solidariedade.

    A ideia, segundo Onyx Lorenzoni, é que o grupo tenha reuniões mensais para formar uma agenda positiva. Como exemplo, citou “projetos de interesse do país” apresentados nesta tarde pelo último cacique partidário recebido no Planalto, Romero Jucá, presidente interino do MDB. A lista levada pelo ex-senador incluem “ações que vão desde a nova Previdência, passam pela reforma tributária e inclui a descentralização de recursos públicos”, conforme antecipou o chefe da Casa Civil.

     

    “Servirá para o aconselhamento do governo, para trazer contribuições e novas propostas. O governo é humilde. O objetivo é acertar. Esse é um governo que vai dialogar e respeitar”, encerrou Onyx Lorenzoni.

     

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