Artistas se revoltam contra projeto de criminalização do funk

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    Felipe Menezes/Metrópoles

    Chegou ao Senado o projeto de lei que tem como objetivo criminalizar o funk, ritmo musical considerado patrimônio cultural pelo estado do Rio de Janeiro. Contrários à proposta, cerca de 25 artistas do Distrito Federal resolveram realizar, nesta sexta-feira (23/6) às 11h, uma manifestação em frente ao Congresso Nacional.

    Com o lema “Funk é Cultura”, os artistas e produtores culturais pretendem colocar, em alto som, vários “batidões”. “Essa proposta é absurda, o funk é cultura, não crime. Várias pessoas vivem desse ritmo”, afirma MC Bandida, uma das cantoras confirmadas no protesto.

    Já estão confirmados para a manifestação nomes da cidade como DJ Leo Silva, Ranger Amarela, DJ Hernan Araújo, Maysa Feiticeira, MC Milk, Ninja do funk, Mc Nego Jonas, DJ Evinho, DJ Quezada e os produtores WM e Cacá Silva.

    Conheça alguns dos famosos funkeiros do país:

    A proposta, idealizada pelo empresário Marcelo Alonso, chegou ao Senado após angariar 20 mil assinaturas – o mínimo necessário para ser discutido dentro da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa da Casa.

    Segundo o PL, o funk é “crime de saúde pública à criança, aos adolescentes e à família”. Relator da matéria, o senador Romário (PSB-RJ) declarou ser contra a proposta. Em sua página oficial no Facebook, ele diz que o projeto vai “contra a liberdade de expressão”.

    Romário chamou artistas como Anitta e Nego do Borel para debater a proposta em uma audiência pública no Senado – a data do encontro ainda não foi informada. Anitta, por sinal, publicou uma série de postagens contrárias à proposta em sua página oficial no Twitter.

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