
Num galpão abandonado, o casal protagonista de “Pendular” vê as fronteiras entre trajetória artística e vida amorosa completamente embaralhadas. O novo longa da diretora carioca Julia Murat é atração neste domingo (17/9), na segunda noite da mostra competitiva do 50º Festival de Brasília. Se perder, não se desespere: tem estreia em circuito prevista já para esta quinta (21/9).
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Autora do premiado “Histórias que Só Existem quando Lembradas” (2011), Julia propõe um diálogo amoroso e artístico em “Pendular”. Se “Histórias” mostrou intensa relação com o olhar fotográfico, o novo filme parte de pelo menos três inspirações.
Julia junta a vontade de unir escultura e dança, elementos simbólicos da performance “Rest Energy” (1980), de Marina Abramovic e seu companheiro Ulay, e a convivência de seis anos com o marido Matias Mariani, com quem a cineasta tem duas filhas.
Em “Pendular”, o ateliê do escultor (Rodrigo Bolzan) e o estúdio da acrobata (Raquel Karro) são separados por uma fita laranja colada no chão. Enquanto Karro é de fato bailarina, com passagem pelo Cirque du Soleil, o ator teve ajuda de sua assistente, que também trabalha para a artista plástica Elisa Bracher, autora das peças que aparecem no filme.
Antes de Brasília, “Pendular” passou no Festival de Berlim no começo do ano, via mostra Panorama. Saiu de lá com o prêmio da crítica. Agora, Julia finalmente estreia como diretora no primeiro festival que conheceu na vida. “Eu fui como júri uma vez e antes como público, com 9 anos. Foi muito marcante. Viajei com minha mãe (Lúcia), vi Bressane. Tenho muito carinho pelo festival”, lembra a carioca.

“Operações de Garantia da Lei e da Ordem”: filme sobre protestos de 2013 e 2014 tenta entender abordagem midiática e se conecta com a convulsão social vista hoje no Brasil.
À época, Lúcia venceu o prêmio Candango com “Que Bom Te Ver Viva” (1989), filme que reúne histórias de mulheres que lutaram contra a ditadura militar. Em 2017, Julia exibe ainda outro longa no festival. Selecionado na mostra paralela Terra em Transe, “Operações de Garantia da Lei e da Ordem” documenta manifestações populares que tomaram as ruas em 2013 e 2014.
A abordagem do filme é se colocar na brecha entre os manifestantes e a representação deles na mídia. “Operações” começou a ser realizado em 2013, mas só foi finalizando durante a reta final de “Pendular”. “É essencialmente um filme analítico, precisou de um tempo de maturação”, explica a diretora.



Curta da noite: “Inocentes” (RJ)
Antes de “Pendular”, o diretor Douglas Soares propõe um passeio pela obra do fotógrafo fluminense Alair Gomes (1921-1992), especialista em enquadrar corpos masculinos e fabricar imagens com inclinação homoerótica.
Soares lançou seu primeiro longa, “Xale”, em 2016. Entre os curtas que já dirigiu, “Contos da Maré” venceu o Candango de melhor documentário no 46º Festival de Brasília, em 2013.
Mostra Competitiva 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Exibição do longa “Pendular” (RJ, 108min), de Julia Murat, e do curta “Inocentes” (RJ, 18min), de Douglas Soares. Às 21h30, no Cine Brasília. Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos.
Sessões também às 20h no Teatro da Praça (Taguatinga), Espaço Semente (Setor Central – Gama), Teatro de Sobradinho e Riacho Fundo (em frente à Administração). Entrada franca.