DNA confirma que corpo encontrado é de agressor de mulher no ES

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    O resultado do exame de DNA comprovou que o corpo encontrado em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto, no sul do Espírito Santo, é de Jonas Guimarães do Amaral Neto. Ele é o principal suspeito de espancar e abandonar em uma estrada a então namorada Jane Cherobin. A confirmação foi dada pela Polícia Civil no início da noite dessa sexta-feira (5/4).

    O corpo foi encontrado em uma área de difícil acesso, perto de onde Jane foi abandonada, no dia 23 de março. O laudo do Departamento Médico Legal (DML) já havia apontado que a causa da morte foi suicídio.

    O corpo foi encontrado por um lavrador. Estava preso em uma árvore por um arame, amarrado com um cinto pelo pescoço. Já estava em avançado estado de decomposição, segundo a polícia.

    O delegado de Dores do Rio Preto, José Maria Martins Simão, disse que agora vai concluir o inquérito, mas não deu prazo. Também não há informação de quando o corpo de Jonas será liberado para sepultamento.

    De acordo com o delegado, o resultado do laudo cadavérico apontou como causa da morte asfixia mecânica, mas não foi encontrado nenhum sinal de agressão. Por isso, para Simão, o caso é tratado como suicídio.

    O caso
    Jane Cherobin, 36 anos, foi encontrada nua e com sinais de estrangulamento e estupro em uma estrada do Espírito Santo no dia 4 de março. O principal suspeito da agressão era Jonas do Amaral, 34 anos, namorado de Jane. O carro dele foi encontrado próximo ao local onde a vítima foi deixada. A família contou também que, durante a agressão, ele enviou áudios e imagens para alguns parentes, de acordo com o veículo.

    Jonas e Jane estavam juntos há cerca de um ano e meio e trabalhavam em uma choperia no Espírito Santo. No dia da agressão, o irmão de Jane contou que os dois deixaram o local, por volta das 2h, e seguiram para Espera Feliz, cidade mineira onde moravam.

    Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

    O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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