Segundo um estudo da Lake Erie College of Osteopathic Medicine, na Flórida, cachorros são (muito) eficientes para detectar câncer de pulmão. Com um nariz que é 10 mil vezes mais sensível que o humano, os animais conseguem sentir pequenas alterações na respiração de um paciente doente.
Os pesquisadores americanos treinaram três beagles para sentar quando sentissem o cheiro de câncer de pulmão de pequenas células – tipo de tumor comum em fumantes que se espalha de forma bastante rápida, em amostras de sangue. Os cãezinhos acertaram 97% das vezes.
A ideia não é nova: desde 1989, se fala sobre a possível capacidade dos cães de cheirar melanomas e cânceres de mama e bexiga. Mas, além de comprovar a teoria, o estudo dos beagles foi importante por conta do tipo de neoplasia identificado. O câncer de pulmão em pequenas células não possui sintomas fáceis de notados e a taxa de sobrevivência para pacientes que começam o tratamento ainda no início do câncer é de 60% em cinco anos. Se a doença se espalha, essa porcentagem cai para 6% em cinco anos.
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