Maternidade ecológica: dicas para mamães terem hábitos sustentáveis

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    Desde que entrei para o mundo da maternidade, venho sendo bombardeada por todos os lados e por tudo o que leio sobre o que eu devo comprar, o que eu devo passar, como devo fazer, como se tivesse um manual padrão usado por 90% das mamães. E como esse mercado é enorme e não para e crescer. Aliás, já reparou que estamos vivendo um baby boom daqueles? Surgem cada vez mais invenções para que cada mamãe sinta que aquele produto é essencial e precisa comprar, pois todo mundo tem.

    Calma, não é bem assim, mamães. Julgamentos à parte, o que me chamou mais a atenção é o quanto viver esse mundo pode ser pouco ou nada sustentável, muito pelo contrário. Milhares de fraldas, roupas e mais roupas novas, 1.001 acessórios de plástico, tudo novo, entre outros muitos exemplos. Em média, um único bebezinho gasta 1.200 fraldas em seis meses. Além disso, segundo o site The Guardian, o custo ambiental de ter até uma criança é enorme – 58,6 toneladas de carbono a cada ano.

    Confesso que não consigo estar totalmente fora da lista, mas me preocupo e tento fazer de tudo para melhorar e tornar essa vida mais sustentável. E sinto que, por ter um espaço na mídia, é minha obrigação fazer um alerta e plantar essa sementinha.

    Sementinha essa que considero já plantada em muitas mamães, tanto que outro site, o webmd.com, mostra que, desde 2002, as vendas de produtos orgânicos, de morangos a roupas e xampus, quase triplicaram, de acordo com uma pesquisa feita em 2010 pela Organic Trade Association.

    Menor impacto ambiental
    Então resolvi reunir dicas para as mamães ou futuras mamães que quiserem ser mais sustentáveis e criar menor impacto ambiental para nossa querida e grande mãe, Gaia, ou planeta Terra:

    Amamente: A não ser que você por algum motivo não possa. Mas, se puder, amamente. Não há nada mais orgânico, natural e sustentável do que o leite materno. Além e ser a opção mais saudável, você evita o uso de mamadeira, acessórios, leite e fórmulas além de economizar um tanto de água que seria usada para lavar esses utensílios.

    Fórmula infantil: Se você optar por não amamentar seu bebê, estão disponíveis fórmulas infantis que exibem o Selo Orgânico, que certifica que os ingredientes são cultivados sem o uso de certos pesticidas e que as fórmulas lácteas vêm de vacas que não recebem hormônios, antibióticos ou outros produtos químicos. Tente usar mamadeiras de vidro ou tente mamadeiras livres de plástico BPA.

    Fraldas: Fraldas descartáveis são o que há de menos ecológico. O ideal seria usar as velhas fraldas de pano, mas sabemos que não são tão práticas e requerem bem mais cuidados. Uma opção seriam as descartáveis, porém biodegradáveis, hipoalergênicas e atóxicas.

    Objetos livres de plástico: Se formos parar para contar quantos dos itens que utilizamos e que são de plástico, não haveria fim. Além de não ser ecológico, pode ser tóxico e disruptivo endócrino. Portanto, é preciso procurar soluções mais inteligentes como colheres, pratos e copos de silicone e bambu, mamadeira de vidro, borrachas biodegradáveis e saquinhos de panos ecológicos, entre outras infinitas possibilidades.

    Consumo consciente: Eu sei que a vontade de comprar tudo novinho é grande, mas deixe a tentação de lado e faça parte do consumo consciente. Compre usados, troque com as amigas, monte uma rede de câmbio de objetos e roupinhas.

    Enfim, estas são algumas das muitas ações que podemos fazer para sermos mais ecologicamente corretas diminuir o impacto depredativo no meio ambiente.

    Espero que curtam e comprem essa ideia.

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