Morre ciclista atropelado no DF por motorista embriagada e sem CNH

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Ailson Barbosa de Oliveira, de 34 anos, pedalava na ciclofaixa quando foi atingido por veículo. Condutora foi solta em audiência de custódia e não precisou pagar fiança.

Morreu, na manhã desta segunda-feira (27), o ciclista Jailson Barbosa de Oliveira, de 34 anos. Ele foi atropelado por uma motorista embriagada e sem habilitação, neste sábado (25), em Ceilândia, no Distrito Federal.

Jailson era padeiro e ia de bicicleta – pelo ciclofaixa – até o trabalho quando foi atingido por um carro. Com o impacto, a vítima deslocou um dos braços, sofreu fraturas nas costelas e hemorragia interna.

Desde o acidente, o ciclista estava internado na UTI do Regional de Ceilândia (HRC), em estado grave, mas não resistiu. O óbito foi confirmado à reportagem pelos familiares.

Imprudência

Ainda no sábado (25), a mulher que dirigia o carro, Luzia Ferreira de Assis, de 24 anos, foi levada para a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) e autuada por tentativa de homicídio doloso – quando há intenção de matar.

A condutora foi solta durante a audiência de custódia, no domingo (26), e não precisou pagar fiança para ser liberada. Em nota, a Defensoria Pública, que atua em defesa dela, disse que não irá se manifestar publicamente sobre o caso (veja detalhes abaixo).

Segundo a Polícia Militar, a mulher fez o teste do bafômetro, que comprovou a embriaguez. O aparelho apontou 0,51 miligramas de álcool por litro de ar expelido.

A decisão de soltura foi assinada pela juíza Luciana Gomes Trindade. No entendimento da magistrada, a motorista “não causou significativo abalo da ordem pública nem evidenciou periculosidade exacerbada”.

“O fato é abstratamente grave, não havendo circunstâncias fáticas concretas, atuais e contemporâneas a justificar a prisão do autuado.”

Bicicleta de ciclista atropelado no DF ficou retorcida  — Foto: Arquivo pessoalBicicleta de ciclista atropelado no DF ficou retorcida  — Foto: Arquivo pessoal

Bicicleta de ciclista atropelado no DF ficou retorcida — Foto: Arquivo pessoal

Ainda de acordo com a juíza, a mulher não tem antecedentes criminais e, além disso, “possui diversas condições pessoais favoráveis”, como o fato de ser ré primário e possuir “bons antecedentes e residência fixa”, destacou.

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