Terceirizado, Renan Sena teve contrato rescindido com empresa que presta serviço para o Ministério dos Direitos Humanos

Nas redes sociais, Renan costuma fazer publicações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na noite dessa segunda-feira (04/05), o seu perfil no Facebook foi tomado por comentários de protesto. Internautas repudiaram os atos. “Ameaçar mulher é fácil, né, covarde?”, publicou um homem. Apenas em uma publicação, são mais de 50 mil comentários.

Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, no Brasil, mais de 8 mil enfermeiros foram contaminados pela Covid-19 e o DF tem 24 casos Divulgação/Coren-DF

Homem que aparece hostilizando e agredindo enfermeiros era do Ministério dos Direitos HumanosReprodução/Vídeo

A mulher que xinga os profissionais da saúde excluiu os perfis dela na internetReprodução/Vídeo

Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, no Brasil, mais de 8 mil enfermeiros foram contaminados pela Covid-19 e o DF tem 24 casos Divulgação/Coren-DF

A reportagem tentou contato com a empresa G4 e com Renan Sena, por meio de telefones fixos, redes sociais e WhatsApp, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Por meio de nota, o ministério informou que Renan Sena não faz mais parte da equipe de prestadores de serviços terceirizados da pasta. “O ex-colaborador não possui qualquer acesso à rede de dados nem às informações internas do órgão desde a sua saída”, diz o texto.
O MMFDH detalhou que ele foi contratado em 5 de fevereiro como prestador de serviços terceirizado, após processo seletivo realizado pela empresa G4F. Explicou que a empresa seleciona os profissionais com base nos critérios técnicos definidos pelo ministério no termo de referência no qual a contratação foi baseada.
“Ele atuava como assistente técnico administrativo na Coordenação-Geral de Assuntos Socioeducativos, onde cumpriu as tarefas demandadas até 7 de abril. A partir desse dia, o funcionário, que estava em trabalho remoto diante da pandemia, deixou de responder todas as tentativas de contatos telefônicos e e-mails da unidade”, informou o ministério.
A pasta esclareceu, ainda, que o motivo de o e-mail do ex-colaborador continuar funcionando decorre do fato de que, apesar de o acesso ter sido bloqueado, as contas ainda recebem mensagens até que sejam concluídos os trâmites internos de exclusão do nome do usuário no servidor de correio eletrônico.
“Portanto, o simples fato de uma caixa receber mensagens não vincula necessariamente o seu destinatário ao ministério. No caso, por exemplo, não há possibilidade de acesso nem resposta por parte do ex-colaborador às mensagens recebidas. Por fim, o MMFDH ressalta que repudia qualquer ato de violência e agressão, principalmente contra profissionais de saúde em um momento que eles devem ser ainda mais respeitados e valorizados”, ressaltou.




































