Por que a imprensa de celebridades virou refém das redes sociais?

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Fico pensando: imagine se o jornalista de política esperasse o governo Bolsonaro publicar todas as decisões em seu Instagram? Ou então um repórter de esporte aguardasse ansiosamente o anúncio oficial do clube comunicando a transferência do jogador?

Pois é, o jornalismo de celebridades de uma maneira geral virou isso: reportar apenas aquilo que o artista publica em sua rede social. A que triste fim chegamos. Redações inteiras à espera da atualização do Instagram, do Twitter ou de qualquer anúncio oficial da assessoria de imprensa (isso quando estamos falando de estrelas de primeira grandeza).

São cada vez mais raros os jornalistas que pegam o bom e velho telefone e tratam de telefonar para descobrir o fato novo, o inédito, o exclusivo. Por mais que o pontapé inicial da notícia tenha surgido na internet, há sempre um “algo mais” que não foi anunciado.

Por isso, talvez a “fama” do segmento seja tão ruim. Mas a minha pergunta é: que tipo de jornalistas são esses que as redações estão produzindo? Que criam manchetes do tipo: “Fulana posa de biquíni fluorescente e agita a web”.

Não estou escrevendo este texto para me enaltecer, pois neste hall dos verdadeiros apuradores de notícias estão incluídos outros sites relevantes como a grande maioria dos colunistas de jornais e os tradicionais Flávio Ricco, Daniel Castro, que migraram para o on-line. Mas os grandes portais, e aí pode-se até incluir este onde estamos hospedados, viraram meros reprodutores de redes sociais. Que triste fim…

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