Política fiscal é vacinação, diz Guedes

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Política fiscal é vacinação, diz Guedes
Guedes participou de evento on-line promovido pelo Itaú. Crédito da foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil (5/2/2021)

A política fiscal mais importante no momento é a vacinação, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento promovido pelo Itaú. Ele destacou que a atividade econômica deve sofrer uma queda novamente, devido à nova onda da pandemia de Covid-19, mas menor e mais breve do que o observado em 2020.

A reação do governo, defendeu o ministro, precisa ser via incremento da vacinação. Segundo ele, essa é a ação com maior retorno econômico e de saúde no momento, em vez de elevar dramaticamente os gastos públicos.

No ano passado, o governo gastou quase R$ 600 bilhões extras para combater a pandemia de Covid-19. Neste ano, já estão autorizados R$ 44 bilhões para a nova rodada do auxílio emergencial, além de haver a previsão de R$ 9,8 bilhões para o programa que permite redução de jornada e salário ou suspensão de contrato de trabalhadores.

O governo também tem reaberto créditos extraordinários do ano passado para aplicar recursos contra a Covid-19, ou aberto novos em favor da saúde.

No evento, voltado a investidores internacionais, Guedes destacou que o governo quer prosseguir com reformas estruturais e reafirmou o compromisso com a reabertura da economia. Hoje, segundo ele, quase metade das trocas do Brasil são com “a área mais dinâmica do mundo”, em referência à Ásia.

O ministro citou recente decisão do governo de cortar 10% das tarifas de importação sobre eletrônicos e bens de capital. Segundo ele, esse movimento acaba pressionando o Mercosul a adotar a mesma medida na Tarifa Externa Comum (TEC). “Também temos feito movimentos unilaterais (de abertura econômica)”, disse.

Guedes reafirmou ainda que a recuperação da economia precisa vir do setor privado e que o governo segue comprometido com grandes reformas estruturais, como a administrativa e a tributária.

Ele também disse que a retomada econômica do País já pode ser vista pelo comportamento de indicadores como emprego e arrecadação. Afirmou que isso ocorre mesmo em meio à segunda onda de Covid-19, o que mostra que o País soube enfrentar a crise melhor até mesmo que países desenvolvidos. “Mesmo com crise de Covid, conseguimos criar empregos no País”, disse.

Para enfrentar a pandemia neste ano, o governo decidiu renovar medidas adotadas no ano passado, disse o ministro. “Com a segunda onda de covid, renovamos o auxílio emergencial para os mais vulneráveis”, afirmou, ressaltando, porém, que ele será mais focado e, por isso, terá custo menor.

“Estamos repetindo o protocolo da última crise, mas com mais foco e menor impacto fiscal”, afirmou. “Vamos renovar o programa de proteção de empregos, foi muito bem sucedido no ano passado”, disse ele, sobre o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que permitiu às empresas aplicarem corte de salários e jornada para evitar demissões.

Guedes disse ainda que o novo programa social do governo, conhecido como Renda Brasil, está pronto e deve ser lançado em alguns meses. (Estadão Conteúdo)

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