Crítica: Pureza pode ser próxima aposta do Brasil para o Oscar 2023

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Mesmo que o nome da personagem principal seja Dona Pureza, o longa homônimo mostra uma mulher forte, cheia de garra e que tem pouquíssima “pureza” para quem já viu muito de um Brasil problemático. O filme, protagonizado por Dira Paes e dirigido por Renato Barbieri, é uma boa aposta do país para concorrer ao Oscar 2023 de Melhor Filme Estrangeiro.

Com um enredo tocante que se passa no interior do Maranhão, em um local de extrema pobreza quando o cruzeiro ainda era a moeda nacional, a produção não se deixa levar pelo costume que os filmes brasileiros tem de usar humor para abordar temas de cunho político. Com uma história real que já é suficiente para comover, Pureza mostra a luta contra o trabalho escravo em um Brasil dos anos 1990.

Veja o trailer:

Vencedor de 28 prêmios nacionais e internacionais, o longa é inspirado na história real de Dona Pureza, uma mãe brasileira que luta para livrar seu filho do trabalho escravo no país e se torna símbolo desta causa no mundo inteiro, sendo agraciada em 1997 com o Prêmio Antiescravidão oferecido pela organização não-governamental britânica Anti-Slavery International.

A atuação de Dira Paes, inclusive, é louvável: a atriz consegue transmitir a dor e o sofrimento de uma mãe que perdeu seu filho e precisa encontrá-lo. No meio disso tudo, Dona Pureza ainda adota outras vítimas do sistema como filhos, e luta para que todos eles tenham direito ao tratamento humanitário básico.


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O longa, que estreia em 19 de maio e teve cenas gravadas em Brasília, promete ultrapassar as fronteiros dos cinemas brasileiros e tocar a Academia do Oscar com a história natural, pesada e de muito drama da simples Dona Pureza – que, de tanto apanhar na vida, perdeu tudo que seu nome significa.

Avaliação: Excelente

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