Reciclagem de lixo aumenta para 5% no DF, mas segue abaixo do ideal

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Nos últimos quatro anos, a porcentagem de lixo recolhido no Distrito Federal que foi reciclado aumentou. Em 2019, por exemplo, das 810 toneladas apanhadas, cerca de 3,8% foi reciclado. Em 2022, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recolheu  730 toneladas de resíduos e cerca de 42 mil foram encaminhadas para a reciclagem — 5,7% do total.

Apesar do aumento da porcentagem, segundo o próprio SLU, nem tudo é reaproveitado. Dentro dos 5,7% de 2022, por exemplo, há aproveitamento de cerca de 42% a 87% dos resíduos.

Nos dois primeiros meses deste ano, o SLU recolheu 126 mil toneladas de lixo, dos quais 5,4% passaram por reciclagem. Veja os números dos últimos quatro anos:

Reciclagem

Nesta segunda-feira (5/6), celebra-se o Dia Nacional da Reciclagem, criado oficialmente em 2009 com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de coletar, separar e destinar os materiais recicláveis corretamente.

Por meio de nota, o SLU destacou que ainda há necessidade e importância da conscientização de cada cidadão ao separar os resíduos recicláveis dos orgânicos. “Um grupo de trabalho foi criado recentemente para melhor controle e sistematização dos índices de reciclagem dos resíduos sólidos urbanos do Distrito Federal”, diz o texto.

Segundo o órgão, o os sacos de lixo com materiais recicláveis — como papel, papelão, plástico, isopor e metal — devem ser entregues para a coleta seletiva do SLU nos dias e horários corretos.

Para apoiar no processo de reciclagem, o  SLU possui 42 contratos firmados com organizações de catadores, atendendo a 32 cooperativas — algumas possuem mais de um contrato. São 22 contratos para o serviço de coleta seletiva e 20 para o serviço de triagem dos materiais.

O DF ainda tem três cooperativas de segundo grau, ou redes, que são formadas por associações de catadores, e algumas organizações que ainda não se associaram a nenhuma rede. Existem também catadores avulsos, que ainda estão em processo de organização, e outros que preferem trabalhar de forma autônoma. Esses não estão contemplados nos registros do SLU, pois foge a função da autarquia.

Análise

Para o professor Gustavo Souto Maior Salgado, do Núcleo de Estudos Ambientais da Universidade de Brasília (UnB), apesar de o percentual de reciclagem do DF estar acima do nacional, o valor segue bem abaixo do que seria considerado ideal.

“Estima-se que, de toda a produção de lixo no Brasil, cerca de 30% tem potencial para ser reciclado. Porém, nós reciclamos, no país, apenas 3% do total. Ou seja, muito abaixo do que seria o ideal. O DF, mesmo com seus quase 5%, continua abaixo do que seria o ideal”, diz.

Para o especialista, é preciso que se conscientize a população acerca dos benefícios da separação dos resíduos. “Nós temos uma coleta seletiva muito aquém do que poderia ser razoável. Não adianta a gente achar que as pessoas se conscientizam sem que elas se sintam beneficiadas por esse processo”, avalia.

“A separação do lixo gera um trabalho, uma atenção a mais. Para isso ser feito, as pessoas precisam ser conscientizadas de que esse processo gera benefícios para elas próprias. Estamos contribuindo para a melhoria do meio ambiente, da economia, e para a melhoria social também”.

O professor ressalta que o hábito da reciclagem é essencial para prolongar a vida útil de aterros sanitários. “Quando a gente separa o material, ele volta para a cadeia produtiva e pode virar novos produtos. Assim, vamos reduzir o número de resíduos que teríamos no nosso aterro sanitário. Temos um aterro no DF que recebe boa parte do lixo produzido aqui, mas ele tem uma vida útil e já está saturado, no final. Ou seja, teremos que achar uma nova área para fazer um outro aterro em breve”.

Como separar o lixo

No DF, o SLU conta com dias e horários específicos para que caminhões da coleta seletiva passem recolhendo o lixo reciclável. Para conferir o serviço completo na sua região, clique aqui.

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