Qual foi o seu filme favorito de 2017? Já há alguns anos, o circuito de cinema se diversificou bastante. Além das estreias semanais na telona, novidades chegam constantemente a plataformas de streaming, programações de televisão a cabo e edições em DVD e Blu-ray.
O Metrópoles repassa a temporada de lançamentos e elege as dez produções mais bem avaliadas por nossa equipe de cultura ao longo do ano. A lista passeia por sensações inesperadas em Hollywood, como “Corra!” e “Fragmentado” (foto), inclui os elogiadíssimos europeus “Personal Shopper” e “Toni Erdmann” e arruma espaço para o recente “Star Wars: Os Últimos Jedi”.
Confira quais os melhores filmes de 2017 de acordo com o Metrópoles:

1/10“Bom Comportamento”. Cada vez menos o vampiro romântico de “Crepúsculo” e mais um ator promissor em filmes desafiadores (“Cosmópolis”, “The Rover”), Robert Pattinson entrega a melhor atuação da carreira no longa dos irmãos Benny e Josh Safdie. O filme registra uma insana noite em Nova York após frustrado assalto a banco. Leia críticaParis Filmes/Divulgação

2/10“Corra!”. Cotadíssimo para o Oscar 2018 e um dos longas mais elogiados pela crítica em 2017, a estreia de Jordan Peele na direção funciona como um “terror social” – descrição do próprio cineasta. Um jovem negro vai passar o fim de semana na casa dos pais da namorada branca. Um pesadelo que encontra no cinema de gênero a matéria-prima para falar sobre racismo. Leia críticaUniversal Pictures/Divulgação

3/10“Fragmentado”. Dois anos após “A Visita” (2015), M. Night Shyamalan obteve sua redenção definitiva em um terror que combina fantasia e peso psicológico. O personagem de James McAvoy sequestra três adolescentes. Ele tem 23 personalidades múltiplas. A 24ª está para “nascer”, Em 2019, o cineasta lança “Glass”, filme que conecta “Corpo Fechado” (2000), protagonizado por Bruce Willis, e “Fragmentado”. Leia crítica e um apanhado sobre a carreira do cineastaUniversal Pictures/Divulgação

4/10“John Wick: Um Novo Dia para Matar”. Assinada pelo dublê Chad Stahelski, a continuação de “De Volta ao Jogo” (2014) expande a mitologia dos assassinos profissionais e também reúne cenas de ação ainda mais caprichadas do que as vistas no filme original. Um raro longa do gênero que incorpora tiroteios e lutas à própria dinâmica da narrativa, sem perder tempo com didatismos. Veja trailerParis Filmes/Divulgação

5/10“Na Praia à Noite Sozinha”. Quando a arte supera a vida. Filme reflexivo sobre o próprio relacionamento extraconjugal entre o diretor Hong Sang-soo e a atriz Min-hee Kim, o novo longa do sul-coreano vai além do confessional e registra uma poderosa crônica sobre a complexidade dos relacionamentos e as incertezas de uma personagem em busca inquieta por seu espaço no mundo. Veja trailerZeta Filmes/Divulgação

6/10“Personal Shopper”. Se Robert Pattinson arrebentou em “Bom Comportamento”, Kristen Stewart também mostra que superou “Crepúsculo” faz tempo. Um filme de fantasmas como nenhum outro, em que até uma simples troca de mensagens por celular pode soar genuinamente aterrorizante. Leia críticaImovision/Divulgação

7/10“Quase 18”. Infelizmente lançado no Brasil direto em DVD e Blu-ray e depois na TV a cabo, o filme passou batido por boa parte do público brasileiro. Mas merece ser visto por quem adora comédias adolescentes. Com roteiro e direção de Kelly Fremon Craig, o longa retrata a adolescência de forma autêntica, sem pegadinhas sentimentais ou conveniências de roteiro. Talvez seja a melhor produção teen desde “Meninas Malvadas” (2004). Veja trailerSony/Divulgação

8/10“Star Wars: Os Últimos Jedi”. O Episódio VIII curiosamente foi mais aclamado pela crítica do que pelos fãs. Com direção de Rian Johnson, responsável pela futura quarta trilogia da franquia, o filme forja novos caminhos para a galáxia por meio de reviravoltas incansáveis e um instigante equilíbrio entre tributo ao passado e formação de novos heróis e vilões. Leia crítica e confira matéria especial sobre a franquiaDisney/Divulgação

9/10“Toni Erdmann”. Uma comédia alemã de quase três horas de duração sobre um pai que usa peruca e dentadura para criar um falso executivo e, assim, reconquistar o amor da filha. Sob direção de Maren Ade, o filme narra um debate de gerações atemporal a partir de situações tão bem-humoradas quanto angustiantes. Leia críticaSony/Divulgação

10/10“Z: A Cidade Perdida”. Com clara inspiração nos melhores filmes de “febre na selva” (jungle fever), como “Comboio do Medo” (1977) e “Amargo Pesadelo” (1972), o novo longa de James Gray (“Amantes”) volta ao começo do século 20 para mostrar um explorador britânico que faz expedições arriscadas na Amazônia com objetivo de resgatar o nome da família. Um filme poético sobre danação, delírio e a trágica ilusão chamada civilização. Veja trailerImagem Filmes/Divulgação





















