Caso aconteceu em Sorriso, no Mato Grosso; mulher denunciou o caso após ter sua prisão temporária revogada
Uma mulher denunciou ter sido vítima de estupro por um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso enquanto estava detida em uma delegacia do município de Sorriso. Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido em quatro ocasiões distintas. O suspeito, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
A vítima foi presa no dia 8 de dezembro de 2025, em cumprimento a um decreto de prisão temporária, e encaminhada à delegacia da cidade. No dia seguinte, após passar por audiência de custódia, ela teria sido retirada da cela pelo investigador sob o pretexto de realizar exame de corpo de delito. No entanto, conforme a denúncia, foi levada a uma sala vazia, onde teria ocorrido o primeiro estupro.
Ainda de acordo com o depoimento, o mesmo policial voltou a retirar a mulher da cela e praticou um segundo abuso sexual, desta vez com uso de violência e ameaças.
Na terceira ocasião, na madrugada do dia 10 de dezembro, o investigador teria abordado novamente a detenta, ejaculando em seu corpo e afirmando que a mataria a filha dela caso ela gritasse, reagisse ou denunciasse os fatos. Já ao amanhecer, a vítima relatou ter sido violentada mais uma vez.
A mulher afirmou ainda que foi transferida posteriormente para um presídio feminino e, na noite do dia 12 de dezembro, teve a prisão temporária revogada, sendo colocada em liberdade. Ao deixar a unidade prisional, relatou os abusos ao advogado.
Na manhã seguinte, após prestar depoimento detalhado, a defesa orientou que ela não realizasse higiene corporal para preservar possíveis vestígios. Em seguida, a vítima procurou o Ministério Público, onde formalizou a denúncia, sendo encaminhada à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo relato médico, ainda havia vestígios compatíveis com material espermático.
Diante da gravidade da acusação, foi instaurado inquérito policial, e o Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança (Namac) assumiu as investigações. A vítima foi novamente ouvida e submetida à coleta de material genético, que foi comparado ao DNA de todos os policiais que estavam de plantão nos dias dos crimes.
De acordo com a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, responsável pelo caso, o laudo pericial apontou compatibilidade genética entre o material coletado da vítima e o de um dos servidores da delegacia.
Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Manoel Batista da Silva, além da expedição de mandado de busca e apreensão. A Justiça acatou os pedidos, e equipes da própria corporação cumpriram a ordem judicial na residência do investigador, no bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram apreendidos pertences funcionais, como arma de fogo, munições e algemas.




















