Pantera Negra e Black Lightning: a hora e a vez de super-heróis negros

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    A cultura pop abriu 2018 com olhar inclinado para a representatividade racial. Dois dos maiores lançamentos do primeiro semestre no cinema e na televisão, o filme Pantera Negra (estreia em 15 de fevereiro) e a série Black Lightning (Raio Negro, disponível na Netflix) colocam protagonistas negros no comando de suas próprias histórias.

    Enquanto Pantera finalmente nos coloca em contato com Wakanda, o país africano supertecnológico do qual T’Challa (Chadwick Boseman) quer assumir o trono, Jefferson Pierce (Cress Williams), o protagonista de Black Lightning, sai da aposentadoria para lutar contra o racismo em sua comunidade.

     

    As narrativas envolvem tanto herança africana quanto temas inescapáveis da contemporaneidade, como o genocídio de jovens negros nas grandes cidades e a truculência policial contra populações pobres.

    Pantera é representativo em todas as pontas. O elenco não menos que estelar reúne Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o (Oscar por 12 Anos de Escravidão), Danai Gurira, Daniel Kaluuya (ator indicado ao Oscar por Corra!) e os veteranos Angela Bassett e Forest Whitaker. Ryan Coogler, talentoso cineasta de Creed – Nascido para Lutar (2015), dirige a aventura e divide o roteiro com Joe Robert Cole.

    Rachel Morrison, a diretora de fotografia, não é negra, mas acaba de entrar para a história do cinema como a primeira mulher a ser indicada ao Oscar da categoria, por Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi. Detalhe: a premiação completa 90 anos em 2018. Outras três nomeações carregam o filme sobre racismo assinado pela diretora negra Dee Rees.

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