Roger Waters repete protesto contra Bolsonaro e divide público no DF

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    Roger Waters repetiu em Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha, o show de hits e luzes que fez em São Paulo. Também manteve seu protesto político ao manifestar sua repulsa ao candidato à presidência da República Jair Bolsonaro. Assim como fez na capital paulista, exibiu no telão a frase “Ponto de vista censurado” onde deveria estar o nome do postulante do PSL ao Palácio do Planalto. Como esperado, os cerca de 40 mil fãs se dividiram entre vaias e a aplausos.

    Assista o momento da manifestação política:

    Na tela, projeções de imagens psicodélicas dividiram espaço com inserções ao vivo do espetáculo. Apesar da polêmica com o nome de Bolsonaro, praticamente não se viu ninguém usando camisetas de cunho eleitoral ou político durante o show.

    O primeiro momento deveras impactante se deu na apresentação de Time, com relógios tomando conta do telão. Os vocais femininos de The Great Gig in the Sky deixaram os fãs hipnotizados. Após três músicas do mais recente disco solo, o baixista retomou o repertório atemporal do Pink Floyd com Wish You Were Here.

     

    Manifestação política
    O show ganhou significado político quando crianças usando uniforme laranja de prisão e encapuzadas entraram no palco para teatralizar Another Brink in the Wall, com um vigoroso sing along. No meio da música, elas tiraram as coberturas das cabeças, os macacões e o público vibrou cantando “hey teacher, leave the kids alone”. Pura catarse. As camisetas usadas por elas trazem a palavra “resist”. Após a canção, Waters pegou o microfone para falar com o público. “Essas crianças são de Brasília”, revelou.

    Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

    Telão exibiu nomes de lideranças mundiais que, no entendimento do músico, são fascistas. O nome de Jair Bolsonaro estava coberto pela frase “Ponto de vista censurado”

    Na sequência, anunciou um intervalo de 20 minutos e avisou: “Depois voltamos e continuamos a resistência”. Quando surgiu “resist” no telão, parte do público começou a gritar “ele não”, enquanto outros retrucaram com “mito”, em alusão a Bolsonaro.

    Mensagens de protesto foram exibidas enquanto o público aguardava o retorno de Waters e banda. As manifestações do público continuaram quando o telão mostrou a frase “resistam ao neofascismo”, depois mostrando nomes de líderes políticos. Como aconteceu no segundo show em São Paulo, o nome de Bolsonaro foi coberto com a frase “Ponto de vista político censurado”.

     

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