AGU: PGR pode ser chefiada por procuradores militares e do trabalho

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    A poucos meses de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) escolher o próximo procurador-geral da República, o ministro-chefe da Advogacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, afirmou que a Constituição admite a indicação de membros de qualquer carreira do Ministério Público da União (MPU), e não necessariamente do Ministério Público Federal (MPF).

    A frase, dita em um café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (5/4), alarmou procuradores da República, que têm se empenhado em defender a lista de três nomes tradicionalmente elaborada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), com votações de membros da categoria. A hipótese de definição de membros de carreira militar ou trabalhista é considerada impensável no MPF.

    A AGU é o órgão que representa o governo federal perante a justiça e que formula pareceres para tomada de decisões. A declaração do advogado-geral vem em um contexto em que o procurador-geral do Ministério Público Militar, Jaime de Cássio Miranda, busca aproximação com o presidente Jair Bolsonaro. O mandatário não se comprometeu a seguir a lista tríplice que será elaborada pela ANPR.

    “Eu acho que a discussão é prematura. Conceitualmente, o Ministério Público da União tem diversas carreiras, militar, trabalho, federal. E, constitucionalmente, qualquer dos membros dessas carreiras tem legitimidade para ocupar função de procurador-geral da República, que é chefe do Ministério Público da União”, disse André Mendonça, ao ser questionado pela imprensa sobre a possibilidade de membros fora do MPF serem indicados.

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