Crítica: “Inseparáveis” é remake morno de “Intocáveis” na Argentina

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    Paris Filmes/Divulgação

    “Inseparáveis” é a versão argentina do estrondoso hit “Intocáveis” (2011), o maior sucesso de bilheteria do cinema francês e, por consequência, também um fenômeno de alcance mundial. Tanto que o filme gerou dois remakes na Índia – um já lançado – e uma cópia em Hollywood, a ser lançada em 2018.

    O que impressionou em “Intocáveis” foi a fácil reprodutibilidade do material de origem. Um intelectual francês milionário e paraplégico contrata um carismático e humilde imigrante africano para ser seu cuidador. Um rápido exercício de imaginação permite visualizar a mesma amizade em qualquer país.

    Pois “Inseparáveis” faz exatamente isso. Transfere para Buenos Aires a dinâmica de classes vista em “Intocáveis”, muito baseada numa visão paternalista da relação patrão-empregado.

    Refilmagem preguiçosa
    Felipe (Oscar Martínez, em cartaz com “O Cidadão Ilustre”), o ricaço amargurado, precisa de uma companhia agradável, mas sobretudo de alguém para diverti-lo, ensiná-lo a curtir a vida novamente. Tito (Rodrigo De la Serna), o funcionário esperto, sabe se virar, mas precisa de um emprego fixo.

    Marcos Carnevale, diretor de “Elsa & Fred” (2005), escora-se nos ombros dos bons atores principais para meramente atingir as mesmas notas do original francês. Mal se vê Buenos Aires ou qualquer menção aos estratos sociais que separam os dois amigos. É quase o “Intocáveis” dublado em espanhol.

    Avaliação: Ruim

    Veja horários e salas de “Inseparáveis”

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