Instituto Reciclando Sons quer ampliar acesso à música na Estrutural

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    Felipe Menezes/Metrópol

    A arte é um importante instrumento de inserção social. Esse é o mote do Instituto Reciclando Sons, que leva a música erudita a jovens da Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal. Próximo ao maior lixão da América Latina, crianças e adolescentes entram em contato com violinos, violoncelos e um mundo mais lúdico que a triste realidade. Para ampliar o atendimento, o grupo pretende arrecadar R$ 70 mil, por meio de uma vaquinha on-line, para a construção da nova sede.

    Ao longo de 16 anos de funcionamento, o Reciclando Sons atendeu 2,7 mil jovens carentes da Estrutural. Atualmente, o espaço é capaz de receber 150 alunos. A meta é aumentar o atendimento para 250 pessoas por aula. O primeiro passo para a expansão foi dado: patrocinadores do instituto compraram um terreno de 700m².

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    No local está previsto um prédio de três andares, com laboratórios de música equipados e salas de aula. O custo das obras gira em torno de R$ 450 mil. Além da vaquinha on-line, o grupo faz apresentações pela cidade pedindo doações para complementar o valor e executar a construção.

    “Como somos uma instituição sem fins lucrativos, dependemos de doações para construir a nova sede. Fizemos diversas apresentações pelo DF em campanha pelo espaço, mas, até agora, só conseguimos reunir cerca de R$ 60 mil. Ainda estamos longe, mas iremos conseguir”, conta Rejane Pacheco, idealizadora do instituto e formada em violino pela Escola de Música de Brasília e em pedagogia pela Universidade Católica de Brasília.

    Ressocialização musical
    O projeto tem como objetivo usar a música como meio para ressocializar as crianças em vulnerabilidade social. Além de aprender a tocar instrumentos musicais, o aluno ganha reforço escolar e refeição diária. Para ser atendido pela instituição, o jovem precisa atender a alguns critérios relacionados a renda familiar, violência, saúde e escolaridade.

    “Aqui os jovens se apaixonam pela música e, como a regra básica para permanecer no projeto é ter boas notas na escola, eles continuam frequentando as aulas e chegam ao nível superior”, explica Rejane. A instituição teve ampla aceitação na comunidade local e começou a chamar atenção de outras regiões administrativas. “Embora trabalhemos com instrumentos, nunca sofremos qualquer tipo de violência por aqui e recebemos demanda de famílias carentes de outras cidades do DF”, completa.

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    Espaço atual
    Hoje, o Instituto está localizado ao lado de uma construção inacabada da Feira Permanente da Estrutural, em um galpão com 180 m². No espaço, funcionam o local de ensaio da orquestra, uma sala de aula, um cômodo para guardar os instrumentos musicais, um escritório administrativo e uma cozinha.

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