Escolas de samba do Rio ameaçam não desfilarem no carnaval 2018

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    Representantes das escolas de samba do Rio de Janeiro ameaçam não desfilar no carnaval 2018, caso o prefeito da cidade Marcelo Crivella (PRB) corte pela metade a verba destinada aos desfiles, como ele anunciou nesta segunda-feira (12/6). A proposta do Executivo municipal é reduzir os gastos com a festa e redirecionar o dinheiro para as crianças matriculadas nas creches da cidade. As informações são de O Globo.

    Até agora cinco escolas de samba se posicionaram contra a medida: União da Ilha, Mocidade, São Clemente, Mangueira e Unidos da Tijuca. Elas alegam que o carnaval é uma festa que fomenta a economia do Rio de Janeiro, movimentando cerca de R$ 3 bilhões, em parceria com o setor de turismo.

    Cada escola do grupo especial, recebe R$ 2 milhões em “subvenção”. O grupo especial conta com 13 escolas, totalizando um gasto de R$ 26 milhões. Em 2016 e 2017 esse valor foi mantido. “Com R$ 1 milhão a menos, não temos condições de fazer o carnaval. Se a subvenção for reduzida, a Mangueira, em lugar de desfilar na Marquês de Sapucaí, vai se apresentar para a comunidade na Rua Visconde de Niterói”, disse o presidente da Mangueira, conhecido como Chiquinho.

    Já o prefeito argumenta que com a redução de 50% da subvenção, seria possível destinar R$ 13 milhões para as creches. A ideia é dobrar a diária que mantém uma criança, de R$ 10 para R$ 20, podendo atender mais pessoas na cidade durante todo o ano.

    “Carnaval é muito mais que carros alegóricos. Estamos com restrições orçamentárias, quero usar esses recursos a partir de agosto para pagar uma diária de R$ 20 para atender três mil crianças. Hoje, essas creches recebem R$ 10. É pouco, até mesmo para comprar um iogurte. É uma questão de refletir. Se vamos usar esses recursos para uma festa que dura três dias (o carnaval) ou ao longo de 365 dias do ano”, defende Crivella.

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