Atriz de Samambaia junta amigos e dinheiro próprio para filmar curta

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    Divulgação

    Sabrina Melo rodou seu primeiro curta, “Depois que Ela Se Foi”, com uma genuína vibração de cinema independente. Os poucos recursos vieram dos amigos, eles mesmos atores, apoiadores e membros da equipe de produção. Pouco antes do Dia dos Namorados, a diretora soltou o trabalho no YouTube.

    Atriz e professora de educação infantil, Sabrina trabalha com teatro desde os 18 anos. Chegou a morar em São Paulo por três temporadas a bordo da companhia Terceiro Milênio. Aos 20, voltou para Samambaia e continuou no tablado.

    Hoje, aos 37, ela enxerga a câmera como outra possibilidade de concretizar suas ideias e roteiros. “O teatro desperta você para várias coisas. Às vezes, você quer contar uma história de outras maneiras”, explica Sabrina.

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    “Depois que Ela Se Foi”, apesar da filiação romântica ao Dia dos Namorados, é sobre um relacionamento frustrado de dois jovens. Sabrina filmou o curta entre março e abril, sempre aos domingos, para não atrapalhar a rotina dela e dos amigos.

    “Sem auxílio de ninguém, só de nós. Juntávamos dinheiro e fazíamos lanche para o pessoal. Porque pagar pra atuar e trabalhar seria impossível”, diz a diretora, que divide com amigos as produções da companhia de comédia Por Engano.

    Mais um curta a caminho
    Antes de “Depois que Ela Se Foi”, Sabrina navegou pelo formato de série em “Quer Ser Feliz Comigo?”, também postada no YouTube. “É sobre uma menina que namorava uma rapaz. Ele a convidou para um ménage. Ela conhece a outra parte da relação e acaba se encantando por ela”, descreve.

    Tanto “Depois que Ela Se Foi” como “Quer Ser Feliz Comigo?” estão disponíveis no perfil da Clackete Films no YouTube. É o nome fantasia que Sabrina escolheu para batizar o esquema de produção que gerou os dois trabalhos.

    A diretora inscreveu o filme para participar da seleção da Goiânia Mostra Curtas, cuja 17ª edição acontece em outubro. Em agosto, Sabrina pretende juntar os amigos para mais um projeto.

    “A história de uma menina com depressão. Quero gravar em preto e branco porque a personagem não vê vida em nada”, diz a diretora. “O título vai surgindo quando começarmos a gravar”.

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