Brasília no controle: capital vira polo de desenvolvimento de games

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    Daniel Ferreira/Metrópoles

    A indústria dos games mundial moveu US$ 16 bilhões em 2016. E, crise à parte, tende a crescer ainda mais neste ano. O desenvolvimento desse mercado dinamiza também a economia do Distrito Federal. A capital abriga programadores dispostos a criar a nova sensação de consoles e celulares. Aos poucos, os geeks se organizam e começam a dar passos mais ousados.

    O polo de games da capital conseguiu um importante combo. Um espaço de co-working, localizado no Lago Norte, pretende reunir os principais nomes do jogos eletrônicos no mesmo lugar, chamado Indie Warehouse. Entre os integrantes, está a Behold Studios, criadora de hits como “Chroma Squad”, “Knights of Pen & Paper” e “Galaxy of Pen & Paper”. Os principais títulos produzidos no DF são voltados para celulares, os mais popular das plataformas – no Brasil, são 168 milhões de smartphones, diz pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

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    O canal Game Chinchila utiliza e infraestrutura colaborativa. De acordo com Saulo Camarotti, um dos fundadores da Indie Warhouse, a ideia é promover a troca entre grupos distintos que tenham em comum o amor pelo mundo virtual.

    Pessoas com backgrounds e habilidades diferentes (trabalhando juntas) aumentam a qualidade dos jogos. Além disso, o galpão oferece um endereço fiscal para os estúdios, convida palestrantes e oferece ajuda na formação dos profissionais

    Saulo Camarotti

    Marcos Venturelli, um dos sócio do galpão, conta que o objetivo é tornar o espaço um lugar que possa receber estúdios do Brasil e também de outros países da América Latina. “Você não produz o jogo somente para Brasil”. O sonho parece alto, mas as cifras do mundo digital justificam a expectativa.

     

    O futuro da indústria
    Desenvolvedor mais antigo na cidade, Alex Leal, CEO da Lizard Games e professor do curso de Jogos Digitais da UDF, é taxativo ao afirmar que o mercado brasileiro é destaque no mundo.

    “Em termos de criatividade e técnica, temos condições de disputar com qualquer país. A questão é o capital de investimento em entretenimento, ainda muito baixo no Brasil”, argumenta. O desenvolvedor acredita que um caminho possível seria a parceria com empresas internacionais, em um intercâmbio de culturas digitais.

    “Produzir jogos exige um grande conhecimento de lógica de programação, além de animação,  ilustração e até mesmo empreendedorismo”, diz Leal. Em Brasília, atualmente, 12 universidades oferecem graduações e pós-graduações na área.

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