BBB19: participantes levam debate político para reality show

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    O Big Brother Brasil também é cultura, já dizia o poeta. A afirmação dita em tom de deboche por um fã do reality show global, no Twitter, reflete bem o clima dos debates entre os participantes da 19ª edição. É verdade que o jogo de convivência sempre despertou questões políticas como homofobia e machismo entre os espectadores, mas, desta vez, são os próprios confinados quem levantam as discussões.

    Boa parte do mérito dessa quebra de paradigmas do BBB19 é da própria produção, responsável pela escolha do elenco mais diverso de todas as temporadas. Ao vez de um, são quatro participantes autodeclarados negros: Rizia, Gabriela, Rodrigo e Danrley. Cada um traz consigo histórias de vida que envolvem lutas diárias contra vários tipos de discriminações, como racismo, homofobia, gordofobia ou preconceito de classes.

    Hana, participante vegana da casa, frequentemente levanta bandeira contra os maus tratos a animais. Feminista declarada, ela também vem afrontando os homens da casa ao menor sinal de machismo. O Metrópoles selecionou os melhores bate-papos entre os confinados para provar que não tem nada de futilidade em assistir o BBB19, pelo contrário, é possível tirar muitas lições.

     

    Fadas empoderadas
    Rízia, Gabriela e Hana caíram nas graças do público e também da edição do BBB. O “ativismo elegante” das sisters foi enaltecido até pelo apresentador do programa. O apoio popular às falas das jovens fez com que Tiago Leifert mudasse a própria postura. Se, na edição anterior, ele criticou a campeã Gleici Damasceno ao vivo por se dizer representante das mulheres negras do país, no programa da última terça-feira (22/1), ele dedicou um bloco inteiro as participantes que chamou de “fadas empoderadas”. Confira os melhores momentos do trio.

    Racismo reverso não existe:

    Orgulho da ancestralidade

    “Não existe cabelo ruim, ruim é o preconceito”

    Objetificação feminina:

     

    Professor Rodrigo
    Rodrigo tem 40 anos e é do Rio de Janeiro. Adepto do naturismo, ele é trigêmeo e se define como “budista, filho de Oxóssi com Iansã”. O carioca é dramaturgo e cientista social especializado em direitos humanos. O currículo e o estilo centrado deu ao participante o título de professor.

    Em suas “aulas”, o brother já explicou como ocorreu o embranquecimento da população no início da colonização do Brasil e como isso ainda reflete na autoimagem que as pessoas têm. Criticou piadas sobre a população transsexual, argumentando que o país é o que mais mata a comunidade. E também deu dicas de alertas para as pessoas perceberem quando estão em um relacionamento abusivo.

    Aula de história

    Relacionamentos abusivos

    Brasil, país que mais mata homens e mulheres trans

    Desafio: assista sem chorar

    “Menino veste azul e menina veste rosa”. Será?

    Para inspirar uns e fazer com que outros reflitam sobre os próprios privilégios:

    “Ninguém solta a mão de ninguém”

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