Crítica: O Menino que Queria Ser Rei é fantasia urbana para crianças

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    O Menino que Queria Ser Rei, novo filme do diretor Joe Cornish (Ataque ao Prédio), carrega as particularidades das aventuras medievais, sempre na moda, para o ambiente urbano da Londres contemporânea.

    A trama é genuinamente tão simples quanto indica o título. Loser como outro qualquer, Alex (Louis Ashbourne Serkis, filho do casal de atores Andy Serkis e Lorraine Ashbourne) nutre paixão por um certo livro sobre o rei Arthur deixado por seu pai ausente.

    Fox/Divulgação

    Louis Ashbourne Serkis interpreta o herdeiro contemporâneo do rei Arthur: fantasia urbana é ambientada em Londres

     

    Mal sabe Alex que seu mundinho entre escola e casa, onde vive com a mãe, Mary (Denise Gough), lembra um paraíso se comparado ao que vem acontecendo no universo dos adultos, cada vez mais corrupto e perigoso. É nesse ambiente instável que ressurge Morgana (Rebecca Ferguson, da franquia Missão: Impossível), feiticeira milenar e meia-irmã do rei Arthur, acompanhada por um exército de cavaleiros zumbis.

    Antes do apocalipse, porém, nosso herói tem tempo de achar a espada Excalibur num terreno abandonado, conhecer uma reencarnação adolescente do mago Merlin (Angus Imrie; Patrick Stewart vive a versão original do personagem) e recrutar seu melhor amigo, Bedders (Dean Chaumoo), e até desafetos como Kaye (Rhianna Dorris) e Lance (Tom Taylor) para salvar o planeta.

     

    Também roteirista, Cornish tenta repetir em O Menino um pouco dos elementos que fizeram de Ataque ao Prédio um hit indie. O principal deles é a fusão de fantasia com crônica urbana. Nesse sentido, seu novo trabalho se sai melhor cada vez que abandona os reais demônios da vida de Alex – o medo de liderar, quando necessário, a falta do pai – e mergulha na fabulação.

    Apesar de certos incômodos trejeitos – Imrie interpreta Merlin como se estivesse na franquia Harry Potter – e do ritmo modorrento na primeira metade, o longa engrena na meia hora final, quando a prometida magia ingênua, digna de teatro escolar, encontra vilões saídos de jogos de RPG.

    Talvez o tempo faça bem a O Menino que Queria Ser Rei a ponto de o título se tornar digno de clássico de Sessão da Tarde para futuras gerações. A ver.

    Avaliação: Regular

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