Auxiliares do ex-presidente Lula foram alertados de que bolsonaristas estariam “armando” um protesto contra o petista durante sua passagem por Juiz de Fora (MG), onde ele cumprirá agenda nesta quarta-feira (11/5).
O alerta foi dado por um parlamentar mineiro ao ex-ministro Luiz Dulci, um dos coordenadores da campanha de Lula este ano. Nascido em Minas Gerais, Dulci acompanha o ex-presidente na viagem ao estado nesta semana.
Juiz de Fora é administrada pela ex-deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) e ficou marcada por ter sido onde o hoje presidente Jair Bolsonaro sofreu um atentado à faca durante um ato na campanha eleitoral de 2018.
Após o alerta da manifestação bolsonarista, a campanha de Lula decidiu redobrar a segurança do petista em Minas. O local em que o ex-presidente participará do ato político em Juiz de Fora também foi alterado.

Quinze anos depois de concorrerem como rivais nas eleições ao cargo de chefe do Executivo federal, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) ensaiam formar aliança inusitada para 2022
Ana Nascimento/ Agência Brasil

Lula e Alckmin disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2006 em uma campanha marcada por ataques mútuos. Lula saiu vencedor com 48,61% dos votos
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Após a derrota, Alckmin seguiu como oposição ferrenha a Lula
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No entanto, mirando nas eleições de 2022, o ex-presidente mostrou interesse em ter Alckmin como vice
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Pouco antes do Natal, Lula e Alckmin tiveram o primeiro encontro. O evento aconteceu na sede do Instituto Lula, e reuniu nomes do PSB, como o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira; o governador de Pernambuco, Paulo Câmara; o prefeito do Recife, João Campos; e Márcio França, ex-governador de São Paulo

A aliança entre os políticos é estratégica. Ter Alckmin como vice pode atrair setores do mercado e do empresariado que resistem ao nome de Lula como candidato à Presidência da República
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O tucano pode, também, agregar mais votos de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país
Igo Estrela/Metrópoles

De acordo com pesquisa realizada em setembro de 2021 pelo Datafolha, Alckmin estava na liderança para o governo paulista
Igo Estrela/Metrópoles

A aliança entre os políticos foi oficializada em abril de 2022. A “demora” envolveu, além das questões legais da política eleitoral, acordo sobre a qual partido o ex-governador se filiaria
Ana Nascimento/ Agência Brasil

Ao ser vice de Lula, Alckmin almeja ganhar ainda mais projeção política, que o beneficiará durante possível corrida presidencial em 2026
Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em 18 de março de 2022, Alckmin anunciou a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), depois de 33 anos no PSDB. O ex-tucano esperou o PSB se acertar com o partido de Lula para anunciar a nova casa. Entre as exigências que fez estava a garantia de que será vice na chapa do ex-presidente
Divulgação/ Ricardo Stuckert

Em 8 de abril de 2022, durante uma reunião em São Paulo entre o PSB e o PT, o nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado para a vaga de vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial deste ano
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Protesto em Campinas
Na semana passada, Lula foi alvo de um protesto na cidade de Campinas (SP). O carro em que o petista estava foi cercado por bolsonaristas, que xingaram o ex-presidente enquanto o veículo em que ele estava tentava passar.
O protesto acabou reprimido por seguranças de Lula. Um deles acabou chamando atenção por portar uma arma longa, identificada posteriormente como sendo uma submetralhadora.
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