Raisi diz que “inimigos comuns” aumentaram união entre Irã e Venezuela

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Após visitar Caracas, nessa segunda-feira (12/6), Ebrahim Raisi afirmou que os laços entre Irã e Venezuela não são “relações diplomáticas comuns, mas estratégicas”, e disse que “inimigos comuns” uniram os dois países.

“Ter interesses, pontos de vista e inimigos comuns tornou a cooperação profunda e estratégica”, disse o presidente do Irã durante coletiva de imprensa ao lado de Nicolás Maduro.

Durante a visita de Raisi, os Irã e Venezuela anunciaram a assinatura de 25 acordos de cooperação em áreas como indústria, mineração, agricultura, energia, tecnologia, saúde e outros.

De acordo com Raisi, a parceria bilateral entre Irã e Venezuela – que assinaram um acordo de cooperação em junho de 2022 válido por duas décadas – deve aumentar nos próximos anos, tendo reflexo direto na economia gerada pelo comércio entre os dois países. “O volume do comércio pode ser aumentado para US$ 10 bilhões na primeira etapa e para US$ 20 bilhões na segunda etapa”, disse.

Ebrahim Raisi vence as eleições presidenciais no Irã
Ebrahim Raisi

Após a visita do presidente iraniano Raisi, Nicolás Maduro usou as redes sociais para afirmar que o encontro com Raisi é “um novo marco numa relação construída na solidariedade e cooperação de dois povos que nasceram para serem irmãos”,  e ressaltou a intenção de expandir acordos e projetos futuros.

“A República Islâmica do Irã desempenha um papel de destaque como uma das potências emergentes mais importantes do novo mundo. São uma referência para os povos que lutam pela independência, justiça, igualdade e por uma humanidade verdadeiramente humana”, escreveu no Twitter.

Sanções e críticas: Ebrahim Raisi

Apesar dos elogios mútuos, Irã e Venezuela enfrentam um cenário complexo diante da comunidade internacional.

O Irã, desde a revolução de 1979 que instituiu a república islâmica teocrática, é alvo de sanções internacionais de inúmeros governos e entidades internacionais. O regime, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, é criticado principalmente por seu programa de enriquecimento de urânio.

Já a Venezuela, além de uma forte crise interna, enfrenta sanções em resposta à repressão do governo de Nicolás Maduro contra a oposição na Venezuela e pelo enfraquecimento da democracia local.

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