Um dos maiores nomes da história do skate brasileiro e mundial, Bob Burnquist possui uma trajetória recheada de manobras de alta dificuldade técnica, medalhas, títulos e feitos que desafiam a gravidade. Multicampeão, atualmente Bob tenta superar obstáculos da sociedade usando o skate como ferramenta.
Através do seu Instituto Skate Cuida, ele tem como objetivo fomentar a modalidade através de projetos sociais agregando arte, tecnologia, música para a formação de novos talentos.
De passagem por Brasília, em uma entrevista exclusiva para o Metrópoles, Bob falou sobre o projeto, a repercussão do skate nas Olimpíadas e a polêmica que cerca a modalidade, a um ano dos jogos de Paris.
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Consagrado skatista brasileiro, Bob Burnquist, concede entrevista ao portal Metrópoles
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Bob lançou o Instituto Skate Cuida
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O projeto une skate, arte e tecnologia
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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A ideia é utilizar o skate como ferramenta para conectar pessoas com outras atividades e fomentar o skate no país
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Ele comentou sobre a importância de implementar um projeto que agrega diferentes elementos do que ele mesmo fez questão de dizer que não é apenas um esporte, mas também um estilo de vida.
“Esse projeto é um projeto todo social, que une a alta performance dentro do skate, a arte e a cultura. Como eu trabalho com educação, nós usamos esses elementos para inspirar o pessoal. Nós educamos com rodas de conversa, palestras, direcionamento, programas de tecnologia nas comunidades. Isso é um incentivo usando o skate como ferramenta”, afirmou.
Bob também foi presidente da Confederação Brasileira entre 2017 e 2019, início do ciclo olímpico que terminou com as medalhas de Rayssa Leal, Kelvin Hoefler e Pedro Barros em Tóquio. O skatista comentou sobre o que sentiu ao ver a modalidade entre as principais atrações do maior evento esportivo do mundo.
“É um momento especial. A gente gosta de ver o skate crescendo, de ver grandes marcas entrando e entendendo que a necessidade não é apenas olímpica, mas que tem também uma questão cultural e social envolvida”, completou.
Precursor
Aos 46 anos, Bob Burnquist é testemunha de boa parte da história da modalidade. Com a exposição gerada pelas Olimpíadas, o skate feminino ganhou muito destaque e se tornou o grande interesse de boa parte do público.
“Acho que é um mérito de muito tempo. Várias outras skatistas construíram o caminho para a Rayssa chegar na Olimpíada e trazer esse orgulho para todo mundo se encantar e se inspirar. Eu vejo meninas dizendo que são inspirados pela Fadinha e eu digo, eu também sou inspirado por ela. Não precisa ser um skatista homem. Acho que a gente quebra essa barreira”, completa.
Bob está em Brasília promovendo um evento onde apresenta seu projeto, junto de seus patrocinadores, com shows musicais, mural de grafite, jogos eletrônicos e apresentação de skate.
Confira a entrevista na íntegra: