Operação prende delegado e agentes acusados de repassar dados sigilosos a traficantes; R$ 10 milhões são bloqueados

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A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões pertencentes aos investigados

O delegado da Polícia Civil Braz Morrone (foto em destaque) e outros dois agentes foram presos na manhã desta terça-feira (2/6) durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas na Paraíba. A ação é da Polícia Civil da Paraíba e do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Batizada de Operação Perfídia, a ação apura a atuação de agentes públicos que, segundo os investigadores, teriam utilizado a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões pertencentes aos investigados.

Segundo as investigações, integrantes da organização criminosa tinham acesso privilegiado a informações sigilosas relacionadas a imóveis, veículos e movimentações de pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

A suspeita é que esses dados eram repassados ao grupo criminoso, permitindo que traficantes evitassem ações policiais e adotassem estratégias para proteger patrimônio.

O nome da operação faz referência à palavra “perfídia”, que significa traição ou deslealdade. Para os investigadores, a denominação representa a conduta atribuída aos agentes públicos suspeitos de utilizar cargos e informações protegidas para beneficiar integrantes da organização criminosa.

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