Sete das 27 serpentes que estavam no Zoológico de Brasília foram recolhidas, nesta segunda-feira (27/7), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). As cobras foram apreendidas ao longo de investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) que apura suposto esquema de tráfico de animais exóticos na capital do país.
As investigações tiveram início após o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22 anos, ser picado por uma Naja kaouthia que criava como bicho de estimação. O caso foi mostrado com exclusividade pelo Metrópoles.
O destino dos animais recolhidos nesta tarde não havia sido informado pelo Ibama até a última atualização desta reportagem.
Operação Snake
Desdobramentos da Operação Snake, deflagrada para apurar tráfico de animais exóticos na capital, apontaram para um suposto plano para obstrução de provas, envolvendo amigos e familiares de Pedro Krambeck.
Veja imagens:

No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro
Material Cedido ao Metrópoles

Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
Material Cedido ao Metrópoles

A Naja não é uma cobra típica do Brasil
Foto: Reprodução

Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante
Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro
Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília

A Naja ficará no zoo até que decidam se ela será transferida para outro zoológico ou para um centro de pesquisa
Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília

O animal ganhou espaço próprio para sua espécie
Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução

A suspeita da Polícia Civil é que as serpentes tenham sido vítimas de tráfico de animal silvestre
Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília
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Policiais civis da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) passaram a trabalhar no caso tão logo Pedro foi internado, após ser atacado pela Naja. Inicialmente, a suspeita era de que os fatos teriam ocorrido no Gama, mesma região em que fica localizado o hospital Maria Auxiliadora, unidade de saúde para onde o estudante foi levado e chegou a ficar em coma.
Dias depois, outras 16 serpentes exóticas foram localizadas em uma região de Planaltina. Os animais estavam acondicionados dentro de caixas plásticas deixadas em uma baia de cavalo, numa propriedade rural, quando foi deflagrada a operação da Polícia Civil do Distrito Federal.
A ação mirou amigos de Pedro – entre eles Gabriel Ribeiro, acusado de tentar esconder a Naja e preso semana passada –, bem como a mãe e o padrasto do estudante, um coronel da Polícia Militar do DF. À época da ação policial, o Metrópoles revelou que o coronel foi visto carregando caixas com diversas cobras no residencial onde a família mora, no Guará. Ele disse não saber o que havia dentro dos recipientes.
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