
Fechada com antecedência no Santander Cultural de Porto Alegre (RS), a polêmica exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” será reaberta no Rio de Janeiro (RJ), no início de 2018. A mostra será abrigada na Escola de Arte Visuais do Parque Lage, tradicional espaço de exposições e centro de ensino carioca.
A informação foi dada por Gaudêncio Fidelis, curador da Queermuseu, em primeira mão ao Metrópoles. “Trata-se de uma exposição extremamente relevante. É a quarta no mundo e a primeira na América Latina sobre a temática queer“, explica.
O contrato com o Parque Lage já foi assinado, mas ainda não há uma data definitiva para a abertura da mostra. Por contar com mais de 270 obras feitas por 85 artistas brasileiros, a “Queermuseu” deve ocorrer nas cavalariças do Parque Lage, o maior espaço expositivo da instituição.
Polêmica
A exposição foi fechada após intensa campanha do Movimento Brasil Livre (MBL), que a acusou, nas redes sociais, de blasfêmia e de fazer apologia à zoofilia e à pedofilia. As peças apresentavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade.
Entre os artistas, havia nomes consagrados como Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Clóvis Graciano, Ligia Clark e Leonilson. A mostra foi viabilizada por meio de captação de R$ 800 mil da Lei Rouanet.
Conheça algumas das obras que fazem parte da exposição:
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Reprodução





A polêmica gerada foi tanta que diversos representantes do Ministério Público do Rio Grande Sul visitaram a “Queermuseu”. Eles averiguaram que as obras de arte não faziam apologia à pedofilia ou a qualquer outro crime, e pediram a reabertura da mostra. O Santander não acatou a solicitação, no entanto.
A exposição recebeu novo veto neste mês. O Museu de Arte do Rio (MAR) cogitou receber a mostra, porém o prefeito Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal, foi contra e impediu a realização da exposição no espaço.


































