A Netflix detém, atualmente, a maior porcentagem de filmes bem avaliados em seu catálogo. Segundo pesquisa realizada pelo portal Streaming Observer, especializado no formato, dos 3.839 títulos no serviço, 596 receberam o selo de Certified Fresh do portal Rotten Tomatoes. Isso significa que 15,5% das produções disponíveis foram bem avaliadas por, pelo menos, 75% da crítica especializada.
A pesquisa considerou todo o catálogo dos streamings, entre filmes originais ou não. Assim, no caso da Netflix, entram longas consagrados como Pulp Fiction (1994) e Birdman (2014).
Foram considerados outros três serviços de streaming: Amazon Prime, HBO Now (serviço americano similar à HBO Go) e Hulu, que ainda não está disponível no Brasil. Apesar de seu imenso catálogo – são 17.461 longas no menu –, a Amazon teve o pior desempenho na pesquisa: apenas 1,3% dos filmes passam pelo crivo. O Hulu tem 2.336 filmes, sendo 9,6% deles Certified Fresh, e a HBO Now possui apenas 815 filmes, com 38 (4,7%) bem criticados.
Confira, em ordem alfabética, os 10 melhores filmes originais da Netflix, segundo o Metrópoles:
Pesquisa aponta que Netflix tem o melhor catálogo de cinema

Pesquisa aponta que Netflix tem o melhor catálogo de cinema
10 FOTOS

A 13ª Emenda (2016), de Ava DuVernay. Indicado ao Oscar, o potente documentário de Ava DuVernay (Uma Dobra no Tempo) faz um panorama da desigualdade racial nos Estados Unidos por meio de um exame do encarceramento em massa da população negra ao longo da história. O próximo projeto da diretora para a Netflix é a série documental Central Park Five, sobre cinco jovens (quatro negros e um latino) condenados por um estupro que não cometeram. Veja trailer Netflix/Divulgação

O Apóstolo (2018), de Gareth Evans. Diretor da ótima saga de ação Operação Invasão, Gareth Evans desbrava folclores sombrios neste terror ambientado no começo do século 20. Um ex-missionário católico (Dan Stevens) vai até uma ilha à procura da irmã, sequestrada por um misterioso culto religioso. Lá, descobre segredos que envolvem maldições e sacrifícios sanguinolentos. Para quem é fã de horror, também vale espiar o incrível curta Safe Haven, incluído na antologia V/H/S/2 (2013). Veja trailer Netflix/Divulgação

A Babá (2017), de McG. O retorno triunfal do diretor dos filmes das Panteras se deu por meio do terror. Um garoto (Judah Lewis) tenta espiar a babá (Samara Weaving) durante a noite, mas descobre que ela participa de um culto satânico ao lado de outros jovens com sede de sangue. Imperdível para os amantes de um bom gore e de comédias teen. Veja trailer Netflix/Divulgação

Death Note (2017), de Adam Wingard. Fãs e críticos pegaram bastante no pé desta adaptação americana da adorada série de mangás e animes, mas o filme tem qualidades. Ao contar a história de um garoto que descobre um caderno com poderes sobrenaturais – um nome escrito nele significa morte certa –, o diretor Adam Wingard (Você É o Próximo, O Hóspede) consegue articular as delícias de uma fantasia juvenil com referências do tresloucado e febril cinema pop asiático. Veja trailer Netflix/Divulgação

Gente de Bem (2018), de Nicole Holofcener. Anders (Ben Mendelsohn), homem de meia-idade, larga o emprego no mercado financeiro e se divorcia da mulher para experimentar uma rotina diferente, regada a passeios tediosos à procura de sexo casual e itens para decorar a casa. A amizade com um adolescente (Charlie Tahan) viciado em drogas coloca o protagonista em novos dilemas pessoais acerca da paternidade e da vida que escolheu levar. Novo longa de Nicole Holofcener, diretora indie do ótimo À Procura do Amor (2013). Veja trailer Netflix/Divulgação

Jogo Perigoso (2017), de Mike Flanagan. Um dos mais promissores diretores de terror em atividade, Flanagan (Hush) verte para o cinema um livro de Stephen King de difícil adaptação. Numa casa em lugar remoto, uma mulher (Carla Gugino) é algemada na cama pelo marido (Bruce Greenwood) em uma brincadeira sexual para apimentar a relação. Quando ele morre subitamente, a personagem começa uma luta pela sobrevivência. De mãos atadas e sozinha, ela também enfrenta memórias de infância traumáticas. Veja trailer Netflix/Divulgação

Mais uma Chance (2018), de Tamara Jenkins. Com atuações cativantes de Kathryn Hahn e Paul Giamatti, Tamara Jenkins, sem dirigir desde A Família Savage (2007), narra a história de um casal de meia-idade que tenta métodos e tratamentos diversos para engravidar. Um drama conjugal profundo, com um olhar afetuoso e cortante para detalhes cotidianos e a dinâmica de um par cada vez mais desgastado pela frustração. Veja trailer Jojo Whilden/Netflix/Divulgação

Okja (2017), de Bong Joon-ho. Autor da obra-prima O Hospedeiro (2006), também disponível na Netflix, o cineasta sul-coreano provoca sua usual mistura de gêneros (comédia satírica, filme de criatura gigante, drama infantil) para narrar um thriller ambientalista sobre uma garotinha, um porco geneticamente modificado e capitalistas selvagens. Veja trailer Netflix/Divulgação

O Plano Imperfeito (2018), de Claire Scanlon. Melhor filme da recente safra de comédias românticas da Netflix, o longa acompanha os estratagemas de dois jovens (Zoey Deutch e Glen Powell) que tentam “juntar” seus chefes (Lucy Liu e Taye Diggs) para aliviarem a rotina de trabalho sufocante. Elenco afinado e certeiro humor de escritório. Veja trailer Netflix/Divulgação

Strong Island (2017), de Yance Ford. Primeiro cineasta trans a ser indicado ao Oscar, o diretor traz frescor à narrativa de documentários sobre crimes com uma forte carga pessoal. Ele investiga o assassinato de seu irmão, William Ford Jr., morto em 1992. O autor do crime jamais pagou pelo que fez. Yance Ford analisa o caso a partir de uma perspectiva familiar e racial. Veja trailer Netflix/Divulgação



















