O Fluminense visitou o Bahia, em jogo válido pelas quartas de final da copa do Brasil.
Repetindo a postura errada de todos os jogos, entregava a bola para o adversário e marcava apenas a partir da nossa intermediária defensiva.
Aos 15 minutos, num cruzamento (a velha bola aérea) a defesa falha e o jogador do Bahia acerta a trave.
Logo depois sai Samuel Xavier, machucado, entrando Guga.
Aos 23 minutos, numa sequência de bolas perdidas, Canobio perde o gol frente a frente com o goleiro adversário.
Aos 27 minutos, no que parece ser jogada ensaiada, Renê bate o escanteio, Martinelli desvia no 1o. pau e Serna faz o gol, mas o VAR anulou talvez porque a unha do Serna é maior do que a do adversário.
Notem que só levamos perigo ao gol adversário quando ocupamos o campo adversário. Será porque?
Voltamos para o segundo tempo sufocando o Bahia, mas esse sufoco só durou 5 minutos, e a partir daí a partida ficou equilibrada.
A partir dos 20 minutos o Fluminense volta a repetir o erro de recuar, e o Bahia encurralava nosso time.
Aos 31 minutos, entram Cano, Soteldo e Bernal, saindo Everaldo, Serna e Martinelli.
De tanto mostrar que estava satisfeito com o empate, tocando a bola para os lados, demorando a repor a bola em jogo e outros expedientes de falsa malandragem, aos 40 minutos veio o castigo, justo:
Num chute fraco do atacante adversário, Guga desvia enganando Fábio.
A partir daí o Fluminense pareceu querer jogar, avança suas linhas e Soteldo chuta, a bola bate no braço do adversário e o soprador marca pênalti, mas o VAR anula corretamente.
A pressão desorganizada continua, mas sem resultado, afinal os jogadores não estão acostumados a atacar.
Faltando 1 minuto para terminar, entra Acosta no lugar de Nonato que nada fez na partida.
É incrível que apesar dos resultados, o Fluminense não aprende a lição que o futebol ensina todo dia: entrar em campo para NÃO ganhar é a receita infalível para ser derrotado, e enquanto não mudar essa mentalidade de time pequeno, a torcida do Fluminense sofrerá sem conquistas e sendo humilhado pelos adversários.
É sempre oportuno relembrar o ensinamento “o medo de perder tira a vontade de ganhar”.
Não sei exatamente se esses erros irritantemente repetidos é apenas BURRICE ou se tem algo maior e mais sinistro por trás disso.
Reverter esse placar no maracanã é perfeitamente possível, diria até provável, mas prá isso é necessário escalar os jogadores certos, colocar pelo menos um jogador criativo no meio campo, e mentalizar que só faz gol se atacar incessantemente e organizadamente os 90 minutos.
Basta laterais que apoiem como Fidélis, zagueiro como Davi, Acosta, Moreno ou Ganso, um finalizador como Cano(apesar da idade está anos luz à frente do “preferido” Everaldo), Serna e mais um atacante pelos lados, alternando Canobio/Keno/Soteldo/Riquelme.
Simples assim; a partir daí é só distribuir as camisas e na preleção informar aos jogadores que DEVEM olhar sempre prá frente em busca do ataque.
Jogador menos pior: Hércules.
No próximo domingo, as 16 horas visitaremos o Santos em busca do reencontro com a vitória.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor